- ExWorkaholic
Alimentação Antiinflamatória - Parte II
Olhando agora para os processos agrícolas e pecuário atuais, observamos basicamente três realidades: animais criados e alimentados em pastos primaveris (ricos em ácidos gordos ómega-3 e CLA); animais criados em pastos, ou não, e alimentados com rações de milho, soja ou trigo (muito pobres em ácidos gordos ómega-3 e ricas em ómega-6); e animais que, independentemente de como são criados ou alimentados, são tratados com hormonas como o estradiol, o zeranol, ou o rBGH, para engordarem mais depressa e aumentarem significativamente a produção (estas hormonas não são eliminadas através do processo de pasteurização e desenvolvem nos humanos células gordas e aceleram o desenvolvimento de tumores malignos.
Os ómegas-3 (antiinflamatórios) e ómegas-6 (proinflamatórios) presentes no nosso organismo como que competem entre si para controlar as funções do nosso corpo. O nosso equilíbrio fisiológico depende muito do equilíbrio entre estes dois ácidos gordos essenciais, sendo que a proporção correta deveria ser de 1/1.
Os ácidos gordos ómega-3 e ómega-6 chamam-se “essenciais” porque o nosso corpo não é capaz de os produzir. Desta forma, a quantidade destes ácidos gordos no nosso organismo está diretamente relacionada com a sua presença nos alimentos que consumimos. Por sua vez, se os formos buscar por alimentar-mo-nos de vacas e galinhas que comeram milho e soja, o desequilíbrio chega a ser de uma proporção de 1/40, aumentando assim a inflamação, coagulação e o desenvolvimento de células adiposas e cancerosas.
Em suma, ao alimentarmo-nos de animais que não consomem exclusivamente erva nem são criados em liberdade, nem estão livres de pesticidas, hormonas e antibióticos, eliminamos qualquer possibilidade de benefício antiinflamatório que a carne nos podia proporcionar.
Vale a pena repensar a nossa alimentação, para não falar da pegada ambiental…
Mas, como prometido, vamos devagar.
