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Alimentação Antiinflamatória - Parte III

Hoje vou abordar as chamadas gorduras trans, óleos vegetais “hidrogenados” ou “parcialmente hidrogenados”.

Tratam-se de óleos ómega-6 alterados para solidificarem à temperatura ambiente para não ficarem rançosos, sendo massivamente utilizados industrialmente para melhorar a consistência dos alimentos e aumentar o seu tempo de vida. Mas, em consequência, essa transformação torna-os mais indigestos e ainda mais inflamatórios que o ómega-6 no seu estado natural (ver publicação anterior: Alimentação Antiinflamatória - Parte II).


Existem provas de que estes óleos processados estão especificamente ligados ao cancro, mas, apesar dos riscos destas gorduras trans estarem atualmente comprovados, qualquer rótulo de alimentos processados que leiamos revelará a sua presença.


O poder de persuasão para encorajar o consumo de margarina “vegetal” industrial

provocou um aumento repentino dos problemas inflamatórios e cardiovasculares, mas a população, de uma forma geral, foi conquistada não só pela margarina, mas também pelos alimentos processados, como são exemplo os bolos, bolachas, tartes, quiches, batatas fritas, pizzas, snacks, comida pré-preparada e outros tantos afins.



Perante tantos indícios de que a perturbação do equilíbrio da nossa alimentação está a criar condições ideais para a inflamação, aqui ficam algumas recomendações simples:


1.º Banir os alimentos processados da nossa alimentação, e não só pela presença elevada de gorduras trans, mas também pelo excesso de sal, açúcar e farinhas brancas que estas contêm.


2.º Se a nossa dieta for composta por alimentos de origem animal, não só devemos reduzir o seu consumo, sendo o consumo máximo recomendado de 300 gramas por semana de carne vermelha, como também optar sempre por animais criados em liberdade, com alimentação exclusiva de pastagem sem administração de quaisquer hormonas nem, preferencialmente, medicamentos.


3.º Substituir o açúcar por néctar de agave, mel de acácia ou açúcar de coco, e, ao invés de farinhas refinadas, optar por farinha de mistura ou massa azeda (pão feito com fermento tradicional).


4.º E o mais importante de todos, que a nossa alimentação passe a incidir maioritariamente sobre frutas e vegetais, sempre que possível biológicos.


Para aplicar as lições acima, deixo a minha sugestão: foca-te no que deves comer, ao invés do que queres evitar. Vais ver que a oferta é imensa e surpreender-te-ás pela positiva com novas cores e sabores no teu prato. E lembra-te, o ritmo da mudança é imposto por ti e pelo respeito ao teu corpo.

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