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Infância antiinflamatória - Brinquedos

Quero muito partilhar contigo o que considero bons princípios de parentalidade e que resultam em uma educação antiinflamatória. Como a época natalícia está aí a chegar, vou começar pelo que esperava abordar em último lugar: os brinquedos. Hoje em dia os brinquedos são considerados como algo básico a ser providenciado às crianças, a par com a comida, lar e roupa. Mas, infelizmente, é observada uma preocupação acrescida à quantidade em detrimento da qualidade do brinquedo. Olhamos para quartos de bebés recém nascidos, que ainda mal conseguem segurar em objetos, e já vemos uma diversidade impressionante de brinquedos que prometem estimular o desenvolvimento dos mais pequenos. Com o passar do tempo, mais compartimentos da casa se atafulham de ferramentas infantis para manter os mais pequenos sempre entretidos. Podes ficar em choque, mas é a pura verdade: brinquedos em demasia fazem mais mal do que bem. Ao colocares à disposição da criança um grande número de brinquedos, ela não só se torna mais distraída, o que acaba por prejudicar a sua aprendizagem e a brincadeira em si, como também resulta na desvalorização generalizada do que consideram como seu. Por outro lado, ter menos brinquedos proporciona a oportunidade de usar a imaginação, e a criança acaba por também procurar a companhia de amigos para partilhar a brincadeira, o que resulta em estímulos bem mais saudáveis e em uma aprendizagem mais enriquecida. É importante lembrar que as crianças precisam do nosso tempo de atenção, e também precisam dos seus momentos sozinhas, (sempre com a devida vigilância).

Como mãe, por várias vezes me debato com a minha cachopa na escolha dos seus brinquedos, pois ela reclama pela tentadora oferta colorida das grandes marcas, que na sua maioria são pobres a nível didático. Eu acabo quase sempre por optar por uma seleção muito equilibrada de brinquedos mais clássicos, que a ajudam verdadeiramente a usar a imaginação, são disso exemplo: papel e lápis de colorir, quadro de ardósia, blocos de construção, tenda de quarto, caixa de disfarces, fantoches, entre outros. Pessoalmente, sempre proporcionei mais estímulos de brincadeira de exterior, pois privilegio o tempo passado ao ar livre, desde o simples balde e pá, passando pela bicicleta e skate, ao trampolim e escorrega. Mas o que gostamos mesmo é de caminhar pela praia ou pelo pinhal, sem adereços, só a desfrutar e a explorar a a natureza. Não te falei do tempo passado a ver televisão? Pois, cá em casa sempre foi exceção. Mas tudo com moderação. Podes tornar o tempo passado em frente ao ecrã em algo mais comedido mas bem mais divertido, reservando uma noite em família para se enroscarem no sofá e verem um filme bem animado e adequado à idade do espectador mais novo. Tens mais boas ideias?

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